Equipe “Vôlei Aruã” ganha destaque em competições

Amor, família, união, amizade, animação. Essas são apenas algumas palavras que descrevem o time de vôlei do Aruã, formado há mais de dez anos por mulheres moradoras do Condomínio.

Tudo começou com um campeonato de vôlei de areia dentro do residencial, em agosto de 2004. De lá para cá, a equipe foi se formando de maneira natural, inicialmente mista, e ganhando força. Hoje, o grupo conta com cerca de 18 mulheres, com mais de 35 anos de idade, sendo que 12 estão desde o início. São estas também que, há cerca de dois anos, começaram sua trajetória representando o Aruã em competições na cidade e em outros municípios. O “Aruã Vôlei”, deste então, já ganhou sete medalhas dos dez campeonatos que participou. Foram duas de ouro, duas de prata, duas de bronze e a última de cobre, na “Copa Mogi Voleibol Adulto Feminino 2017”, da Academia Corpo & Cia, dia 26 de novembro de 2017, em Mogi das Cruzes, ficando na quarta colocação dentre as nove equipes competidoras.

Cátia Kamimura, de 46 anos, é uma das veteranas. Ela conta que tudo o que as meninas têm agora é fruto do investimento delas mesmas, como rede, cones, uniforme e bolas: “O meu marido, Mário Kamimura, também nos ajudou com uma doação de 11 bolas.”  Para ela, a atividade é uma válvula de escape, além da evolução e crescimento que ganha. “Somos todas muito amigas e entrosadas. Não consigo viver sem o vôlei”, diz.

Outra moradora que faz parte do time desde o início é Léa Zaghi, 49. Ela relata que é muito bom ser desta equipe, pois são uma família: “Sou apaixonada pelo vôlei, além de que fazer um esporte é muito bom”, diz.

Miriam Basilio Costa, 45, também faz parte da equipe desde quando era apenas recreativo, pensando mais no condicionamento físico, no bem-estar, até devido à idade: “Hoje, não me imagino sem o vôlei. A gente ri, cai, grita, é uma terapia.”

A mais nova integrante da equipe, Renata Garcia, 40, revela que amou o clima, a disposição e a animação das meninas. Para ela, além do jogo em si, o esporte ensina a lidar com a adversidade, bem como a superar as emoções e desafios e não desistir. “O vôlei mudou a minha vida”, enaltece.

 

JOGADORAS TREINAM DUAS VEZES POR SEMANA

 

As meninas do Vôlei Aruã treinam duas vezes por semana, na quadra coberta do Clube, e contam com o auxílio do treinador Alex Meytre, que está com elas há quase uma década, passando todo conhecimento por meio da paixão pelo vôlei, já que não é educador físico. “Elas pediram que eu viesse ajudá-las e, no início, era só uma brincadeira, mas começaram a evoluir e resolveram participar de campeonatos e intensificar os treinamentos há cerca de dois anos”, explica.

Hoje, há duas categorias (35+ e 45+) e os treinos são mais sérios, para o time continuar evoluindo: “É gratificante ver essa evolução, comentada, principalmente, pelos maridos e amigos que veem de fora.”

Para 2018, Meytre revela que vão participar de dois campeonatos, um em Itanhaém e outro em Águas de São Pedro. “Preferimos competições de um dia, um final de semana ou feriado prolongado, quando dá para levar a família, pois a maioria é casada e tem filhos”, diz.

Além disso, ele comenta que como as taxas não são muito baratas, não tem como participar de muitas disputas, pois são elas mesmas que bancam sua despesa, fazendo rifas e juntando dinheiro, por isso, um patrocínio seria interessante.